Por: Capital 95 | 2026-08-31
Três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão serão disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a partir de outubro. A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes em tratamento na rede pública. Os medicamentos são brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe.
Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos são considerados terapias de alta tecnologia e podem chegar a R$ 643 mil por ano na rede privada.
Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral, que atuam diretamente sobre alterações específicas presentes nas células cancerígenas. Por serem comprimidos, os tratamentos podem ser realizados em casa e apresentam menor incidência de alguns efeitos adversos em comparação com esquemas tradicionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe atua no sistema imunológico, estimulando o organismo a combater as células tumorais. O medicamento será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia.
De acordo com o Ministério da Saúde, a utilização do durvalumabe está associada a ganhos na sobrevida global dos pacientes.
Os três medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da AF-Onco (Assistência Farmacêutica Oncológica), política criada para ampliar o acesso a tratamentos contra o câncer na rede pública.
Ao todo, a AF-Onco prevê a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, o que representa uma ampliação de 35% na oferta de tratamentos pelo SUS.
A expectativa do governo federal é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas pela nova política. O programa terá orçamento anual estimado em R$ 2,1 bilhões.
